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quarta-feira, fevereiro 12, 2014

Conflitos existenciais

www.joshdelacruz.tumblr.com ✌

Afinal de contas, o que somos?
Um amontoado de carbono?
Vamos além da toda essa biologia,
Somos também formados de poesia.
Ou será uma farsa esse papo de metafísica?
De onde vem esses sentimentos
Que nos abalam sem dó, piedade e consentimento?
O homem nunca se satisfaz com vida,
Logo então, buscam uma mentira.
E a culpa de vive-la não pode ser dele,
Há sempre alguma coisa pendente para atingir o inocente.
Tá na hora de apreciar mais nossa arte,
Chega por cobiçar Marte!
Abrace mais a mãe Pátria que te pariu,
E deixe de ser motivo de graça pra aquele que riu. 



sexta-feira, março 15, 2013

Pensamentos relapsos (parte um)

Hoje eu até cozinhei e lavei; fiz papel de dona de casa por instantes, brinquei de casinha na vida real.
Sim, as unhas que pintei ontem a noite não possuem mais pontas, se foram com o sabão, mas dane-se!
É bom se sentir de casa as vezes.
Depois procurei liquidações em vez de ler, ainda pretendo ler hoje, já vou.
Gosto mesmo é de ler em movimento. Não sei... parece que as palavras - mesmo tremulas - fazem mais sentido e assim, me apaixono mais rápido pelo personal principal.
Bah, e agora mesmo parei de escrever para ir atrás da banda que ouvi hoje na rádio, era muito boa mesmo. Mas isso é assunto pra outro dia.
Pois é, sou assim: mania de fazer mais de três coisas ao mesmo tempo, detesto e amo isso ao mesmo tempo. Consigo agilidade e atraso, tudo junto!
E voltei a música, ou melhor, o clipe. O que me chamou tanto a atenção foi que há muitas pessoas em atividades cotidianas, filmando a si mesmas e eu gosto de observar pessoas.
Sim, estranho habito, mas gosto de observar pessoas; o que fazem, como fazem; como andam, com quem andam. O que será que estão pensando? Onde moram?
Fico refletindo tudo isso, imaginando histórias de vida, manias, defeitos, qualidades, parentes.
Ok, já falei demais de uma mania bizarra minha. Sei lá... gosto de pensar na origem de tudo, creio que seja este o motivo por eu ter optado fazer história.
Agora, em vez de tentar lembrar como iria finalizar isso, me distraí cantando uma canção, uma das minhas preferidas que se chama "Aeroporto". Um filme passa na minha cabeça quando escuto... E novamente imagino as pessoas e suas vidas, é um ciclo vicioso.
sábado, dezembro 29, 2012

O limite indicando o fim


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 Às vezes, linhas são limites impostos, há muito o que dizer, explicar ou fantasiar.
 Porém o pior não é a linha acabar, mas sim descobrir que foi a ultima página em branco do caderno.
 Poucas vezes consegui a façanha de terminar um caderno, escrever até não haver mais espaço na ultima folha.
 A sensação era de missão cumprida, finalizada com sucesso, ficava feliz com o ocorrido, pois já sabia que iria se acabar.
 Mas e quando não percebemos que estamos chegando ao fim? O susto é doloroso, saber que teria muito mais a dizer e ser interrompido.
 Se guarda tudo na mente e ali se fica remoendo o final, não tem como aceitar um fim assim, de repente! Dói.
 Para ajudar, lemos todo santo dia o caderno, relemos toda história até chegar ao seu fim forçado e tentar encaixar algo para continuar, mas nada se encaixa! Não há espaça, não há chance alguma, porém dói desistir e dói também insistir.
 De tanto insistir em dar continuidade, chega a hora de cair em si e aceitar que aquele sim era e sempre será o final da história. Deve ser assim e está sendo, ponto final.
 Só é bom rezar, para a vontade de continuar não tomar conta novamente.

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