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sexta-feira, agosto 03, 2012

Maratona dolorosa

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 Há tarefa por fazer, sai de casa agasalhada num dia quente, o tempo fecha; tudo já começa do avesso! Não tem perdão pra nada num dia assim, pisar na calçada de casa já te bastou.
 Perceber que, quem sabe, esteja arrumada de mais para apenas tratar de assuntos simples, estar com a roupa preferida, porém mancando de dor na perna esquerda; tá gata, Mona!
 O calor escaldante começa se intensifica e eis que surge o pesadelo, caminhar mais ou menos seis paradas até certo destino - os mais próximos não oferecem tudo que é preciso. Porém uma luz no fim do túnel aparece, seis paradas são poupadas no calor.
 Seis paradas poupadas, porém não 30 minutos! Em pé, com dor, esperando uma máquina terminar o serviço que por sinal não fica o desejado. Ok, terminou, vamos continuar.
 Sobe lomba, atravessa rua, entra nesse estabelecimento, entra naquele e o tempo fecha. Onde está a proteção para uma possível tempestade? Em casa, repousando. Solução: um investimento financeiro, barato, mas foi um gasto.
 Resto das tarefas são executadas à "trancos e barrancos". Fim de tudo, voltar pra cas... Opa, faltou algo na lista "to do list", corre desta fez usando a proteção, tempestade cai e forte. 
 A decepção: ver a condução partindo sem poder para-la e chegar a conclusão que terá que esperar mais trinta minutos em pé, com dor na perna. Para completar, calçado inútil se transforma numa lagoa!
sábado, junho 02, 2012

Enfim junho

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 Frio de estremecer o corpo, quase congelar a alma, esfriar os nervos.
 Estremeço o corpo, porém nem sempre de frio, as emoções se sacodem para se aquecerem. Os momentos param para certas coisas e se agitam por outras, é necessário manter o calor.
 Um abrigo é tudo que procuramos nessa época, aconchegante e confortável para repousar o espírito e hibernar acordado. A mente recusa-se a parar de pensar e pensa, pensa e pensa... Bolas e mais bolas de neve descem ladeira abaixo! Começa-se inocentemente até criar - talvez, quem sabe - sentimentos, logo acalmados por um balde de água fria - chegou o inverno!
 Não querer algo, porém almeja-lo ao mesmo tempo, qual o problema da mente, não pode deixar quieto? Traga-me mais baldes, por favor.
 E nem deveria escrever porque chega de perguntas, o dia que saberei a resposta delas irei conta-las diretamente, não pedirei perguntas. Agora apenas deixe-me pensar até eu pedir água fria.
 Se o balde não vir, esperarei a chuva, as fortes chuvas de inverno que depois tornam o dia mais frio trazendo mais e mais pensamentos. As bolas de neve? Bom, vou coleciona-las, um dia escolho uma para viver.

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