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sábado, abril 27, 2013

Nosso reencontro

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Apressada, entrei naquele depósito atrás de algum objeto qualquer. A iluminação era um pouco ruim, luzes em tom amarelado iluminavam prateleiras com grandes caixas de papelão. Mas onde estava o que eu procurava? Bom, nem lembro mais, apenas lembro dos papeis que segurava nas mãos, cronogramas, horários e tarefas daqueles dois dias intensos, porém gratificantes. Eis que nem lembro mais: o que eu fazia naquele lugar?

Não lembro, mas encontrei algo... Sim, encontrei ele! Eu tinha noção de que em algum momento eu iria encontra-lo, porém não assim, longe de todos e nesse lugar. Respirei fundo e o cumprimentei, conversamos um pouco depois de quase quatro meses de silêncio - aquele perturbador e constrangedor.
Rimos juntos, comentamos as novidades cotidianas e de como tudo estava ocorrendo ali, os horário e as tarefas. Não consegui acreditar que estávamos assim, cara a cara conversando, rindo e até mesmo falando algumas bobagens, e então do nada (pelo menos eu não sei o por que), nos abraçamos! Foi como acontecia antes: apenas nos olhamos, rimos e nos abraçamos. Foi um abraço forte, bom, como de costume. Se falamos algo um para o outro, não sei, apenas lembro de sentir seus braços ao meu redor, me senti protegida naquele instante.

Então paramos com o abraço, porém continuei a segura-lo nos braços,ele parecia não entender nada, estava tão confuso quanto eu. Em meio dessa confusão começou a rir e não aguentei, ri também e o puxei para mais um abraço.  Ele simplesmente não esperava isso, demorou um tempo para retribuir. Me afastei e voltei a observa-lo, o olhava nos olhos; me aproximei na ponta dos pés inclinando o rosto em direção ao dele. Ele logo entendeu e quando percebi, estávamos nos beijando... Nada passava em minha mente naquele momento, desliguei, apagão geral! Foi um "flash back", porém melhor, parecíamos mais felizes.

Ao final de tudo, apenas paramos para nos olhar e claro, rir e sorrir! Poucas vezes palavras eram necessárias para nós, nos entendíamos de qualquer forma. Ele então, pôs a mão em meu rosto e falou o quão provável era disso acontecer novamente; eu apenas ri. Simplesmente não sabia como responder, como pode tudo parecer tão igual a antes depois de tudo que passamos? Foram muitas mágoas.

Saímos de lá como se os meses de silêncio ainda continuassem, fomos para o mesmo lado, mas quase como estranhos, havia muita gente ali e não podíamos deixar transparecer nada, tudo deveria acontecer como o planejado naqueles dias, o momento era importante e muito aguardado. Chegando no saguão encontramos alguns amigos ao redor de um sofá conversando. Entramos na conversa e já foi o suficiente para comentários nada discretos sobre nós surgissem, era como se estivesse tudo estampado em nossos rostos - o que deveria estar. Logicamente negamos tudo, tentamos mudar de assunto, só para parecer como nos velhos tempos de sigilo, quer dizer, nem tanto!

E você deve se perguntar o que aconteceu depois... Também me pergunto isso. Porque tudo que lembro depois disso, era o despertador tocando!

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